Com variações setoriais, varejo avança em julho

Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, o Varejo Restrito brasileiro (que não inclui automóveis e materiais de construção) teve variação de 1,2% no volume de vendas no mês de julho, na série que considera o ajuste sazonal. A pesquisa que investiga empresas varejistas com 20 pessoas ocupadas ou mais, havia registrado alta de 0,9% no mês anterior, também na série com o ajuste. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a PMC apresentou alta de 5,7%, série que desconsidera o ajuste. Em 12 meses, o varejo restrito brasileiro registrou alta de 5,9% no volume de vendas. 

No Rio Grande do Sul (RS), comparado ao mês anterior, o Varejo Restrito teve variação de 1,9%, na série que exclui os efeitos de variações sazonais. Em relação ao mês de julho do ano passado, houve aumento de 10,5%. Com esses resultados, o acumulado em 12 meses foi de 2,6%.

No Varejo Ampliado, que inclui as atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças, foi verificada alta de 1,1% ante o mês anterior para o Brasil (BR) e de 2,9% para o RS. Em relação a julho de 2020, houve aumento de 7,0% no país e de 10,5% no estado. Dessa forma, o volume de vendas do Varejo Ampliado registrou no acumulado em 12 meses 8,4% no país, e alta de 3,9% no Rio Grande do Sul.

O aumento de 10,5% no caso do Rio Grande do Sul foi resultado de 6 altas e 2 baixas na desagregação das atividades investigadas. Os segmentos de Outros Artigos de uso pessoal¹ (88,9%), Tecidos e Vestuário (82,4%), Livros, Jornais, Revistas e papelaria (47,4%), Farmácia e perfumaria (17,1%), Combustíveis e Lubrificantes (9,7%) e Móveis e eletrodomésticos (7,4%) explicam a alta nesta comparação.

Do lado das perdas ficaram Hipermercados, Supermercados, Prod. Alimentícios, bebidas e fumo (-8,7%) e Materiais de Escritório e Informática (-7,8%). No Varejo Ampliado, a atividade de Veículos, Motos, Partes e Peças teve alta de 15,5% e registrou variação de -2,8% no acumulado em 12 meses, Materiais de Construção apresentaram aumento de vendas de 3,0%, mantendo a trajetória de alta e fechando no acumulado em 12 meses com avanço de 15,7%.

Ainda, é necessário reforçar que o cenário da PMC deixa de fora o grupo de empresas menores, com menos de 20 empregados, responsáveis por 45,4% de todo valor adicionado do comércio varejista em 2019 – para as quais os desafios para superar a crise são majorados.

¹O grupo contempla: comércio varejista não-especializado sem predominância de produtos alimentícios, em estabelecimentos que oferecem variedade de linhas de mercadorias; o comércio varejista realizado em lojas de departamentos; Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto informática e comunicação; Comércio varejista de artigos recreativos e esportivos; Comércio varejista de artigos de óptica; Comércio varejista de joias e relógios; Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente.